Quando o assunto envolve confiança vale a pena fazer uma boa análise - DNALAB Diagnóstico Molecular

ENTENDENDO MELHOR OS TESTES DE INVESTIGAÇÃO DE PATERNIDADE

Estes textos a seguir trazem uma maneira de entender como são abordadas as análises de investigação de paternidade.


Os testes de DNA podem ser realizados de forma direta quando a amostra do Suposto Pai é disponível, quando vivo ou exumado, ou de forma indireta quando não há a possibilidade de analisar a amostra do Suposto Pai. Quando o Suposto Pai está presente existem duas modalidades:


1. Trio: composto das amostras da mãe biológica, do investigante e do suposto pai. Esta configuração de teste é a considerada ideal e traz um resultado totalmente seguro.


2. Duos: apenas com as amostras do investigante e do suposto pai


Os testes realizados de forma indireta, ou seja, quando a amostra do suposto pai não está disponível, podem ser realizados de acordo com a disponibilidade de parentes diretos do indivíduo ausente. Assim sendo, existem diferentes tipos de testes de acordo com a configuração amostral disponível:


1. Com os supostos avós paternos do(a) investigante: Quando estão presentes os supostos avós paternos, o resultado é obtido de forma muito eficiente pois se observam os perfís genéticos completos dos ascendentes de primeira ordem do indivíduo ausente. Dessa forma, o teste consiste em obter os perfis genéticos destes dois indivíduos e através destes dados genéticos confirmar se eles podem ou não ter gerado um filho biológico que inclua plenamente com o perfil genético do indivíduo investigante. Em casos de inclusão, o resultado é informado estatísticamente. Em casos de exclusão, inconsistências genéticas são verificadas de forma clara. A presença da mãe nestes casos é importante mas não inviabiliza a realização dos testes.


2. Com supostos meio irmãos do(a) investigante: Quando estão presentes filhos biológicos do indivíduo ausente, a análise consiste da reconstrução do perfil genético do ascendente destes indivíduos, indisponível para análise. A configuração amostral para estes casos é muito importante. Uma configuração mínima, considerada ideal é exigida. Se pela parte do Investigante a mãe deste participa da análise, aumentam as chances de conclusividade. Se pela parte investigada existem ao menos três indivíduos e a mãe biológica, a chance de conclusividade também aumente. Particularidades de cada configuração, como por exemplo, se o Investigante é do sexo masculino e ao menos um investigado também, é possível submetê-los a uma análise complementar e confirmatória através do cromossomo Y, determinando assim se ambos pertencem a uma mesma linhagem masculina ou não. Neste contexto, a segurança do resultado é muito alta. No entanto, nem sempre os casos se apresentam dentro da configuração amostral ideal e por isto cada um deve ser avaliado de forma individual, considerando as deficiências amostrais de cada caso. Casos deficientes podem resultar inconclusivos.


Não é apenas através do cromossomo Y humano que se pode chegar a resultados mais eficientes. A aplicação de testes do cromossomo X humano também pode ser considerada em análises onde as partes investigantes pertençam ao sexo feminino. Esta análise é mais dificultosa pois obrigatoriamente deve existir uma condição definida para realizá-la. Um exemplo seria um teste realizado da seguinte forma: pela parte investigada temos ao menos uma filha biológica juntamente com sua mãe e da outra parte temos uma investigante também com sua mãe, a análise do cromossomo X de todos estes indivíduos pode ser realizada para identificar os produtos genéticos de X materno da filha biológica e da investigante. Uma vez fixada a herança de X materna, um perfil genético do cromossomo X transmitido pelo pai biológico deve ser visualizado em ambas, se estas são de fato filhas de um mesmo indivíduo do sexo masculino. Se o perfil de X paterno é diferente entre ambas, significa que elas são filhas de pais diferentes. Algumas outras formas de utilização desta metodologia ainda são possíveis e devem ser analisadas de forma individual.


3. Com os supostos tios do(a) investigante: Quando estão presentes irmãos biológicos do indivíduo ausente. Esta modalidade de análise tem correlação com a reconstrucão genética através dos supostos avós. Esta correlação existe porque através dos irmãos do indivíduo ausente são reconstruídos os perfis genéticos dos ascendentes do suposto pai, que são os supostos avós do(a) investigante. As condições de realização são similares às acima descritas para supostos meio irmãos, podendo também ser aplicadas as metodologias do cromossomo Y e X humanos. Para imaginar a dificuldade técnica deste tipo de análise é só considerar que um caso com a presença dos supostos avós, seus perfis genéticos não precisariam ser reconstruídos e sim, eles estariam de forma completa disponíveis para confrontar com o perfil do investigado. Na forma reconstruída, nem todas as regiões são integralmente reconstruídas. Algumas reconstruções são apenas parciais e o poder de discriminação do teste vai diminuindo. Isto explica o porque de uma boa configuração amostral. Quanto maior o número de indivíduos irmãos do investigado, melhor é a análise. A presença de um ascendente direto destes indivíduos auxilia drasticamente o resultado final. Tanto para casos com supostos tios como para supostos meio irmãos, um número maior de indivíduos investigados é sempre mais benéfico para o resultado.


4. As investigações de parentesco: Este tipo de investigação tem sido amplamente utilizada atualmente. Vale ressaltar que ela é a mais deficiente de todas. Esta metodologia consiste de uma análise comparativa entre perfis genéticos de um par de indivíduos, juntamente com a aplicação de uma abordagem estatística extremamente complexa. As formulações matemáticas verificam o número de compartilhamentos genéticos em cada região genômica dos dois indivíduos e, no conjunto delas, mensura-se se estes compartilhamentos são decorrentes do acaso ou podem ser atribuídos à existência de hereditariedade. Tais fórmulas são construídas de maneira com que os tipos de parentescos filho-suposto pai, irmãos plenos, meio irmãos, tio-sobrinho, avô-neto, primos de primeiro e segundo grau, possam ser detectados. Se existem Índices de Parentesco que apresentam-se acima de 1, os compartilhamentos são atribuídos à existência de hereditariedade e o índice de maior valor aponta o tipo de parentesco com maior chance de ocorrência entre os indivíduos analisados. Ao contrário, os índices com valores abaixo de 1 e ainda crescentes para os parentescos mais distantes, indicam que os compartilhamentos ocorrem meramente ao acaso e a chance maior é de ausência de hereditariedade. Averiguações de parentesco são aplicadas em casos de circunstâncias extremas. Elas foram adequadas para solucionar casos relacionados a acidentes de massa, desaparecimento de pessoas vítimas de guerras e outras finalidades similares, nas quais não se podem realizar outras análises por ausência total de indivíduos. Ela não reflete a mesma autonomia dos testes diretos e tampouco das reconstruções genéticas. Dessa forma a sua utilização deve ser de forma racional. As fragilidades desta metodologia podem em alguma circunstância não traduzir um resultado definitivo. Análises confirmatórias com cromossomo Y e X são necessárias e em conjunto com a averiguação de parentesco podem sim trazer resultados mais contundentes. Situações onde o suposto pai é vivo, ou pode ser exumado, ou ainda tem parentes de primeira ordem disponíveis são preferíveis quando comparadas a este tipo de análise. Ainda há de se ressaltar que decorrente da complexidade de execução da metodologia estatística, ela deve ser executada de forma absolutamente correta. Há muitos laboratórios que aplicam as mesmas estratégias dos casos de paternidade triviais para casos de parentesco e isto pode levar a erros.


5. Exumações: testes que necessitam de procedimento de exumação trazem vantagens e desvantagens. Em primeiro lugar, as vantagens são garantidas por ser um teste direto que a princípio é a forma ideal de análise. Quando se realiza com a presença da mãe e do(a) investigante, ou mesmo com apenas do(a) investigante, ele entra nas configurações de trio o duo. As dificuldades se resumem na obtenção de DNA viável. O tempo de inumação do cadáver é o principal fator que torna o procedimento de maior complexidade. Em períodos acima de cinco anos de sepultamento, a conservação do DNA é mais afetada, dificultando assim o teste. Com mais tempo decorrido estas dificuldades são ainda maiores, como nos casos de materiais acima de dez anos de inumação ou mais. O material cadavérico passa por diferentes fases de degradação e isto agregado ao tipo de acondicionamente na urna, as condições climáticas e outros fatores, podem até levar o teste a resultados inclonclusívos. A conservação química de cadáveres com a utilização de formol pode alterar a configuração do DNA a condições irreverssíveis para análise. Outra particularidade destes testes é o valor. São exigidos processos de moagem criogênica, processos de digestão química e concentração do DNA por centrifugação com a utilização de membranas especiais. Por isso, estas análise além de valores altos são demoradas podendo levar até 60 dias ou mais para se obter um resultado.

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